Bandas femininas que fazem parte das minhas mixtapes

19 de agosto de 2019

bandas femininas

Na última sexta-feira (16), o Sleater-Kinney lançou o álbum The Center Won’t Hold. Com isso, comecei a pensar em todos os grupos formados apenas por mulheres que costumam entrar nas minhas playlists. 

Então, simples assim: a mixtape desta semana é apenas com bandas femininas que tenha uma sonoridade parecida com o trio americano. Artistas que influenciaram ou foram influenciadas por elas em algum momento e que eu acho fantásticas.

Sleater-Kinney – I Wanna Be Your Joey Ramone

Apesar de The Center Won’t Hold ter saído recentemente, escolhi para essa mixtape minha música favorita do Sleater-Kinney. Devo ter conhecido a banda com I Wanna Be Your Joey Ramone, obviamente, por conta do título da faixa em algum momento de 2006.

Depois continuei ouvindo os outros álbuns e me apaixonado pela sonoridade delas. Assim como, achava incrível ser uma banda só de garotas e sem o baixo. Desde então, como ficou claro, sempre acompanhei o trabalho delas mesmo entre os hiatus.

Weedra – Urso

Meu primeiro contato com a Weedra foi no show de abertura do Against Me! em outubro de 2018. Na hora achei o som bem agradável e que me lembrava o Sleater-Kinney. Quando acabou o show delas, corri na banquinha para comprar algum merch, como um CD. 

No fim, comprei uma camiseta bem bacana que sempre uso com o símbolo do feminismo. Depois, passei a acompanhar a banda paulistana nas redes sociais. Bem como recomendar para as pessoas que imagino que vão gostar da sonoridade delas.

The Coathangers – Perfume

The Coathangers já apareceu em outras playlists que editei aqui para O Mundo Sem Joey. Lembro que foi uma banda que conheci meio sem querer no Spotify e achei sensacional o tipo de som que esse trio americano faz.

Perfume é uma das minhas favoritas, apesar de ser uma faixa que foge um pouco do que elas costumam fazer. Nem sempre são músicas tão sossegadas, elas ficam entre o rock n’ roll e stoner rock. Porém, aqui, combinou com a sonoridade que eu queria para a mixtape.

Camp Cope – How To Socialise & Make Friends

Camp Cope foi outra banda que conheci meio sem querer. Na verdade, como disse outra vez, vi diversas pessoas falando desse trio australiano e fui atrás. Essa curiosidade valeu bastante a pena, porque foi uma das grandes descobertas que tive em 2019.

Como foi difícil foi escolher só uma música do How To Socialise & Make Friends (2018), selecionei a faixa-título. Ela combinou bem com a mixtape, além de ser uma ótima apresentação para quem quiser conhecer melhor a banda.

Napkin – Heart Fallen

Napkin foi uma banda que entrou nesta mixtape aos 46 do segundo tempo. Conheci enquanto começava a selecionar as bandas para a playlist e logo ficou me viciei nesse duo da região sul do Brasil. Dica: a apresentação delas no AudioArena Originals é sensacional.

O som me lembra quando comecei a ouvir bandas femininas independentes como Lava e The Hats – que hoje infelizmente não tem músicas no Spotify. Então, por causa desta nostalgia boa, comecei a ouvir bastante os EPs e os singles delas.

Bikini Kill – For Tammy Rae

Tá! Eu sei! Bikini Kill teve o Billy Karren como guitarrista e foge um pouco da proposta da mixtape. Como hoje, a banda tem apenas mulheres na formação, resolvi abrir uma exceção.

Quando falei da nostalgia boa ao ouvir Napkin, lembrei do quanto eu ouvia Bikini Kill e outras bandas femininas riot grrrls lá em 2006, bastante influenciado por uma grande amiga minha. Porém, For Tammy Rae sempre foi uma das minhas canções favoritas.

Team Dresch – She’s Crushing My Mind

Quando a mesma amiga que falei antes me emprestou o EP Beauville (2003) do Dominatrix em 2006, em seguida procurei algumas resenhas que falavam que a sonoridade do material. Alguns deles falavam que parecia uma banda americana chamada Team Dresch.

Então, lembro de baixar o Personal Best (1995) e ouvir junto com o EP da banda brasileira. Provavelmente, fiquei quase um mês fazendo isso e achando tudo tão incrível. Enfim, como não temos as músicas do Beauville no Spotify, resolvi trazer essa música do Team Dresch.

Blood Mary Una Chica Band – How Long

Conheci a Blood Mary Una Chica Band em um tributo chamado Insubmissas – 25 Anos de Pussy Whipped (2018). Nele, diversas bandas femininas brasileiras tocavam uma música deste clássico do Bikini Kill.

O que me chamou atenção é que a banda é somente a Marianne Crestani tocando guitarra e bateria (no caso, bumbo e chimbal). Sozinha, ela faz um som incrível de garage rock que muitas bandas com vários integrantes não conseguem fazer tão bem.

Cayetana – Mesa

Cayetana é outra banda que conheci faz pouco tempo por conta do split EP com Camp Cope. Apesar de ter encerrado as atividades há poucos meses, tão logo virou uma das minhas bandas queridinhas. Acho incrível a sonoridade delas e, sem dúvidas, combinou bem com essa mixtape.

Thick – Green Eyes

O sétimo trio desta lista, Thick é uma banda que conheci há poucos meses também. Elas fazem um som muito próximo do pop punk, ao mesmo tempo em que tem um pouco de riot grrrl do Sleater-Kinney. Escolhi Green Eyes para fechar essa mixtape com um som mais animado e jovial.


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