O que escutei em agosto?

2 de setembro de 2019

agosto

Considerado o mês mais longo, agosto finalmente terminou. Então, para não quebrar a tradição, aqui está mais uma mixtape com as 10 bandas que mais ouvi no mês passado. Os dados são coletados pela minha conta no Last.Fm.

Sem enrolações, vamos dar o play e acompanhar essa seleção!

Surra – Parabéns aos Envolvidos

Sem dúvidas, Surra é uma das bandas nacionais que mais tenho escutado em 2019. Em agosto, vi o show deles no Garage Sounds em Santos e logo voltei empolgado. Por isso, ouvi bastante a discografia deles depois da apresentação.

Apesar deles terem lançado o excelente Escorrendo Pelo Ralo em maio deste ano, escolhi Parabéns aos Envolvidos para a mixtape. A faixa faz parte do EP Ainda Somos Culpados (2018) e sempre vem a minha cabeça quando vejo as notícias do atual governo.

Riverdales – I Am Not a Freak

Outra banda que resolvi revisitar a discografia foi o Riverdales. O trio foi a trilha sonora das várias horas que gastei jogando o game F1 2018. Sou bastante fã da forma que eles compõem e da musicalidade deles. Simples assim.

The Cramps – Domino

Em uma manhã de trabalho, resolvi ouvir a coletânea Off The Bone (1983) do The Cramps. O material traz uma compilação dos primeiros anos da banda de garage rock e é interessante conhecer.

Apesar de conhecer um pouco do grupo, o disco foi uma nova porta de entrada para o trabalho deles. Então, passei alguns dias ouvindo alguns discos deles e apaixonado pelo estilo musical de Domino.

NOFX – Idiots Are Taking Over

No começo de agosto, tirei alguns dias para ouvir a discografia do NOFX como um “estudo de caso” para acompanhar a evolução da banda. No fim, cheguei à conclusão que War On Errorism (2003) é um dos melhores trabalhos deles.

Para mim, esse álbum tem uma sonoridade fantástica e letras incríveis. Considero Idiots Are Taking Over é o melhor exemplo disso. Infelizmente, uma música que está se tornando uma grande verdade inconveniente. Realmente, Darwin deve estar rolando no caixão.

Flogging Molly – Wanderlust

Nos últimos dias de agosto, resolvi conhecer melhor a discografia do Flogging Molly. Antes, eu nunca tive paciência de baixar os álbuns. Então, com o advento do Spotify, tudo ficou mais fácil.

Entre todos os discos, curiosamente, o que eu mais gostei de ouvir foi o álbum acústico Whiskey On a Sunday (2006). Há alguns meses estava atrás de algo irish folk/punk para escutar e esse trabalho foi bem o que queria ouvir.

Pinhead Gunpowder – Life During Wartime

Pinhead Gunpowder talvez não deveria entrar nesta lista, porque é uma das minhas bandas favoritas. Daquelas que colocamos para ouvir quando não sabemos mais ou que ouvir – mesmo com a infinidade de opções do Spotify.

No entanto, sempre que eu tiver oportunidade de falar dessa maravilha, eu vou falar. Para mim, eles são uma referência de como fazer punk rock com pitadas de rock alternativo.

Anti-Flag – This Is the New Sound

Bom, pensei que veria o Anti-Flag em agosto, mês do meu aniversário de 30 anos. Seria um baita presente, pois é um grupo que acho sensacional ao vivo. Já os vi duas vezes.

Os shows não aconteceram, acredito porque a banda está em estúdio. Contudo, eles lançaram o disco ao vivo Live, Vol. 2. Ele trouxe diversas versões ao vivo incluindo uma das minhas favoritas da banda, This Is the New Sound.

P.S.: acabei selecionando para a mixtape a versão original de estúdio que aparece no disco The General Strike (2012).

Black Drawing Chalks – Rising Sun In The Purple Sky Morning

Sabe aqueles casos que você acorda com a música na cabeça? Em agosto, acordei várias manhãs com Rising Sun In The Purple Sky Morning do Black Drawing Chalks. Então, acabei ouvindo os discos deles algumas vezes durante o mês de agosto.

The Dirty Nil – Without You

The Dirty Nil voltando a lista das bandas mais ouvidas do mês. Novamente, por causa do meu vício na série de EPs com covers batizada de You’re Welcome. Eles lançaram mais uma edição em agosto e simplesmente me apaixonei por essa versão de Without You.

Ficou uma versão bastante moderna desse clássico do Badfinger (ou Mariah Carey). Luke Bentham colocou uma emoção na voz que combinou com a letra. Ela ficou com um vocal bem rasgado, como de alguém está realmente perdendo o seu amor.

Death – Rock-N-Roll Victim

Após ler uma matéria sobre a cena afro-punk americana no Buzzfeed, finalmente fui conhecer a banda Death. Um dos clássicos do proto-punk nascido em Detroit e formada pelos irmãos David, Bobby e Dannis Hackney.

Realmente, um grupo sensacional que fez discos à frente do seu tempo. É difícil descrever sua sonoridade, pois cada álbum segue uma linha. Então, recomendo muito ouvir …For The Whole World To See (2009). É um ótimo ponto de partida.

Enfim, essas foram as bandas que mais ouvi em agosto. Infelizmente, a lista só teve duas bandas nacionais. Então, gostaria de dicas de bandas boas e brasileiras que cantam em inglês. Por favor, deixem suas indicações nos comentários ou mande para mim no Twitter!


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