O que ouvi em janeiro?

10 de fevereiro de 2020

Janeiro-Mixtape

Em janeiro de 2020, resolvi ressuscitar as minhas mixtapes mensais, mas de uma forma diferente. Desta vez não vou me guiar tanto pelo Last.Fm. Então, pretendo colocar outros artistas que acompanhei no mês anterior, mas que não ouvi com muita frequência.

A intenção é mostrar a variedade de artistas e bandas que costumo ouvir no meu dia a dia. Assim, vou selecionar os que mais me chamaram atenção. Então, dê o play e confira os meus humildes comentários!

Folk Punk

Entrando num aquecimento para o show do Frank Turner em abril, comecei o ano ouvindo bastante os discos deste músico de folk punk. Tão logo, o artista britânico me fisgou com várias letras que me identifiquei profundamente.

Photosynthesis, por exemplo, é uma música que traduz muito da minha visão de mundo. Apesar de ser um pouco egoísta em alguns pontos, achei ela incrível e gostosa de ouvir.

Curiosamente, o Alvaro Dutra liberou o incrível EP Começo. O material segue a mesma linha de folk punk, mas em português. Para quem não o conhece, ele é um músico de Brasília, vocalista da banda Dissonicos – uma das minhas favoritas – e ajudou o Dead Fish a escrever as letras do disco Ponto Cego (2019).

Para essa mixtape, escolhi a faixa Uma Só. Ela tem uma pegada bem parecida com o Frank Turner e também reflete sobre a vida. Porém, na visão de um punk rocker após os 30 anos. Além de ter umas referências bem bacanas aos discos do Dissonicos.

Covers e versões

No ano passado, Jeff Rosenstock e Laura Stevenson lançaram o incrível EP Still Young. São quatro versões de Neil Young com alguns arranjos mais modernos. After The Gold Rush é um incrível exemplo de como esse trabalho é lindo de ouvir.

Outro dia, ouvindo o disco 21 da Adele conheci a linda versão para Lovesong do The Cure. Sinceramente, não sei como não tinha ouvido essa cover antes. Ela combinou bastante com o álbum e com a voz da cantora. Por isso, veio parar nesta mixtape.

Singles

Se preparando para lançar disco novo em março, o Best Coast lançou dois ótimos singles. Um deles foi Everything Has Changed, uma letra bem pessoal da vocalista Bethany Costantino. Ao mesmo tempo, qualquer pessoa que teve uma grande mudança de comportamentos nos últimos anos pode se identificar.

Contudo, o single que marcou meus últimos dias de janeiro foi Smash Shit Up do Dropkick Murphys. Fazia muito tempo que não ouvia uma música desta banda com a mesma energia que os representa. Além de ter uma letra sensacional!

Lançamentos

Janeiro teve diversos lançamentos legais, mas apenas dois conquistaram os meus ouvidos.

O extremamente político e necessário 20/20 Vision do Anti-Flag. Sem dúvidas, o material deixa claro a oposição da banda ao Trump e seus seguidores. Don’t Let The Bastards Get You Down é um ótimo aviso para ninguém abaixar a cabeça.

O segundo disco foi The Deadbeat Bang of Heartbreak City do Beach Slang. Novamente, eles trouxeram uma sonoridade incrível que não sei explicar em palavras. Por isso recomendo ouvir não só Born to Raise Hell como todos os discos da banda!

Trilha do Apocalipse

Em janeiro, comecei a jogar FallOut 4 para PlayStation 4. Entretanto, como a trilha sonora não me agradou muito, então criei minha trilha sonora para um mundo pós apocalíptico. Curiosamente, ouvi duas bandas de punk rock que admiro muito.

Por exemplo, ouvi algumas vezes a discografia do Pears enquanto tentava sobreviver naquela terra desconhecida. Acredito que o estilo agressivo da banda combinou bem com o clima de sobrevivência do jogo. Então escolhi Misery Conquers the World.

Por fim, outra banda que me acompanhou durante as horas de jogo foi Dead Kennedys. Nem preciso falar muito da banda que, no passado, foi uma das coisas mais incríveis que já surgiu. Obviamente, Chemical Warfare faz todo sentido com FallOut 4.

Então é isso… Essa é a minha Mixtape de janeiro. Mês que vêm tem mais!


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