O Hobbit: relendo meu livro favorito aos 30 anos

24 de agosto de 2020

A primeira vez que eu li O Hobbit, eu tinha 13 anos. Logo, ele passou a ser um dos meus livros favoritos de fantasia. Algo tão marcante que influenciou até a minha primeira tatuagem.

Confesso: gosto mais dele do que O Senhor dos Anéis. Por favor, não me julguem!

Desde então, eu costumo ler trechos dessa obra do J.R.R. Tolkien. Então, para ter uma experiência diferente, este ano resolvi ler o livro em inglês pela primeira vez.

Curiosamente, consegui extrair muitos ensinamentos desta vez. Coisas que só a maturidade consegue nos mostrar. Então, vou comentar as duas maiores lições que aprendi relendo O Hobbit em 2020.

Ilustração: Alan Lee

Aproveite as jornadas inesperadas!

Parece frase de coach, mas só evoluímos quando saímos da zona de conforto. Por exemplo, quando saímos do nosso Condado e partimos em uma jornada inesperada.

Ao ler as aventuras de Bilbo Bolseiro, acompanhamos um personagem que está aprendendo novas habilidades. Descobrindo que ele pode realizar coisas que nem imaginava que seria possível.

Talvez o Gandalf precise vir até sua “toca” e realizar uma reunião com anões. Talvez você precisa se permitir embarcar em certas aventuras e, simplesmente, crescer. O famoso “sair do lugar”.

O Hobbit fala bastante sobre isso. Por exemplo, ele mostra uma pessoa conhecendo novos mundos e descobrindo novas culturas. Experiências que o ajudam a se tornar alguém melhor. 

Penso que quando embarcamos em uma “aventura” igual a de Bilbo, uma coisa é certa: a pessoa que sai da toca não será a mesma que vai retornar mais tarde.

Enfim, como diria Chico Science: Um passo à frente, e você não está mais no mesmo lugar!

Ilustração: Alan Lee

Aproveite as pequenas coisas!

“Se mais de nós dessem valor à comida, à alegria e às canções acima do ouro entesourado, este seria um mundo mais feliz”

Essa é uma frase dita por Thorin Escudo-de-Carvalho, líder dos anões que vão até a Montanha Solitária. Penso que ela faz todo sentido nos dias atuais.

Percebo que as pessoas são extremamente apegadas ao dinheiro, ao “ouro entesourado”. Vejo elas seguirem os conselhos de “coaches”, trabalhando 24/7, fazendo tudo enquanto o “mundo descansa”.

Depois não aproveitam nada porque elas têm um infarto aos 40 anos.

Abraçando o estilo “espírito livre”, acredito que é preciso ter um equilíbrio. Sim, é importante trabalhar, precisamos de dinheiro para viver em um mundo capitalista.

Contudo, precisamos priorizar as pequenas coisas. Então, valorizar o convívio com a família. Tirar um tempo para apreciar as artes. Ter um momento para ouvir música, para ler, para assistir uma série ou um filme.

Às vezes temos que ser o hobbit que mora na toca. Aquele que toma dois cafés da manhã antes do almoço. Aquele que acorda e fica apreciando a vizinhança fumando cachimbo na entrada de casa.

Só precisamos ter uma vida mais leve. Uma vida mais devagar. E, claro, sempre estar pronto para quando uma aventura nos chamar.

Talvez seja isso que falte para o mundo começar a ser um lugar um pouco melhor. Simplesmente, as pessoas precisam ler e aprender com O Hobbit!

Ilustração: Alan Lee

Enfim… Leia O Hobbit!

A edição que li de O Hobbit traz ilustrações muito bonitas de Alan Lee. No caso, eu adquiri a publicação em inglês para o Kindle com um preço bem acessível. Para quem tiver interesse, é só garantir uma cópia aqui.

Há pouco tempo, a HarperCollins lançou uma edição brasileira especial para colecionadores. Com tradução de Reinaldo José Lopes, ela tem capa dura e um póster com o mapa da aventura até a Montanha Solitária. Quem quiser, pode adquirir aqui!


Comentários

O Mundo Sem Joey - Comentários